Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Iniciativa acontece após a Venezuela deixar de enviar petróleo ao regime caribenho em meio à crise com os EUA
Imagem: Presidência de Cuba - Redes Sociais / Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
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| Encontro entre os representantes dos dois países ocorreu em Havana |
O presidente chinês, Xi Jinping, está enviando ajuda emergencial a Cuba: 60 mil toneladas de arroz mais assistência financeira em euros, o equivalente a US$ 80 milhões ou R$ 429 milhões. O anúncio foi feito pelo embaixador da China em Havana, Hua Xin, durante encontro com o mandatário caribenho Miguel Díaz-Canel Bermúdez, no Palácio da Revolução (foto 1), nessa terça-feira (20/1).
No primeiro momento, serão enviadas 30 mil toneladas do referido cereal (foto 2), conforme informado pelo governo da nação asiática.
Imagem: Embaixada da China em Cuba - Redes Sociais / Qualidade da foto melhorada por inteligência artificial
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| 60 mil toneladas de arroz serão destinadas a Cuba |
O euro é a segunda moeda mais aceita no mundo. A estratégia de Pequim pode soar como um impulso à desdolarização da economia, ao diminuir o uso e a dependência em relação ao dólar estadunidense.
O dinheiro será utilizado para a compra de equipamentos elétricos e outras demandas consideradas urgentes. A ilha centro-americana vive uma crise energética com apagões constantes que podem durar um dia inteiro.
Durante a reunião entre autoridades chinesas e cubanas, foram discutidas modificações no desenvolvimento de projetos de doação de 200 megawatts em energia solar fotovoltaica e de entrega de cinco mil kits de painéis solares para residências isoladas. As medidas visam reduzir a dependência de combustível fóssil na geração de energia elétrica.
O socorro da China a Cuba vai além de questões humanitárias. Tem caráter político e ideológico, tendo em vista que ambos os países são regimes de esquerda e possuem um adversário geopolítico em comum: os Estados Unidos (EUA).
A crise energética em Cuba se agravou após os EUA terem capturado o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no último dia 3 de janeiro. Desde então, Caracas não consegue mais enviar petróleo a Havana, por conta das apreensões a embarcações em águas internacionais por militares norte-americanos e também o fato de Washington estar controlando indiretamente a destinação do produto. Grande parte do hidrocarboneto enviado pela estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) era utilizado para abastecer as termoelétricas.
Para tentar minimizar a escassez na ilha, o governo da presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, tem fornecido o combustível por meio da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex). Recentemente, destinou 80 mil barris.


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