Terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Os jogos serão realizados em oito cidades-sede; a identidade visual do campeonato foi lançada no Rio
Imagem: Fifa / Arte: Opinólogo
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| Imagem da Taça da Copa do Mundo de 2027 |
O Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027, e a contagem regressiva começou oficialmente em cerimônia ocorrida no Posto 6, na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio, nesse domingo (25/1), ocasião em que a Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) lançou a identidade visual (foto 2) do campeonato. O torneio acontecerá entre os dias 24 de junho e 25 de julho em oito cidades-sedes:
* Belo Horizonte (MG): Estádio Mineirão.
* Brasília (DF): Estádio Nacional.
* Fortaleza (CE): Arena Castelão.
* Porto Alegre (RS): Estádio Beira-Rio.
* Recife (PE): Arena de Pernambuco.
* Rio de Janeiro (RJ): Maracanã.
* Salvador (BA): Arena Fonte Nova.
* São Paulo (SP): Arena Itaquera.
Participarão do Mundial feminino 32 seleções, ainda em processo de classificação ao longo de 2026. Serão quatro vagas para a América do Sul – uma delas é do Brasil –, quatro para as Américas Central e do Norte, 11 para a Europa, quatro para a África, seis para a Ásia e uma para a Oceania. Todas essas vagas são diretas. As demais vagas serão disputadas em repescagens.
É a primeira vez que o campeonato acontecerá num país latino-americano. E segundo o Ministério do Esporte, ‘o Brasil está pronto para fazer história em 2027’.
“Não é apenas uma celebração do esporte, mas também um compromisso com a equidade e a inclusão, o fortalecimento do futebol feminino e o legado social em todas as regiões do país”, justificou.
Em 2024, a estimativa de gastos com eventuais reparos em 10 estádios – com estruturas prontas devido ao Mundial de 2014 – por parte do governo federal era de R$ 67 milhões. A Fifa prevê arrecadar mais de R$ 5 bilhões, valores que, provavelmente, estarão sujeitos à renúncia fiscal. Ainda não há informações de quanto o país terá de retorno em impostos.
Imagem: Fifa / Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
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| Identidade visual da Copa do Mundo Feminina 2027 |
No Diário Oficial da União da última sexta-feira (23), foi publicada a Medida Provisória (MP) nº 1.335/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP). O texto estabelece o marco jurídico que garante exclusividade comercial à Fifa quanto aos direitos de exploração do evento, incluindo transmissão, logomarcas, mascotes, troféus etc. A iniciativa é similar à Lei Geral da Copa (Lei nº 12.663/2012), que concedeu isenção tributária à entidade desportiva.
Os veículos de comunicação não detentores de direitos de transmissão poderão ter acesso a até 3% de imagens das partidas, conforme garantia da entidade futebolística global e sinalizado na MP.
A escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 foi anunciada no dia 17 de maio de 2024, durante evento ocorrido em Bangkok, na Tailândia. O fato de a nação sul-americana ter realizado a Copa das Confederações em 2013 e Copa do Mundo de 2014 foi levado em conta em meio à disputa da candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda. Foram 119 votos contra 78.
A Fifa criou uma página (clique aqui) para que torcedores registrem interesse em adquirir ingressos para os jogos.
O referido Mundial feminino é realizado desde 1991, com a primeira edição realizada na China. A edição mais recente, de 2023, ocorreu na Austrália e na Nova Zelândia, tendo a Espanha como campeã.
Muito além do gramado
Diferentemente de outras modalidades esportivas, o futebol feminino ainda encontra resistência, tendo em conta que é uma atividade majoritariamente masculina. Vai além do enfrentamento ao machismo e à misoginia. É uma demonstração de empoderamento, a busca da mulher por seu espaço e protagonismo, apesar da falta de investimentos por parte de governos e também de patrocinadores – em comparação com os recursos e a publicidade destinados a torneios masculinos.
Em 2025, o Brasil registrou o triste recorde de 1.470 crimes de feminicídio, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, ademais de cerca de 3,7 milhões de casos de violência contra a mulher, conforme estimativas do Instituto DataSenado.
Por meio da Copa de 2027 e com base em suas estatísticas, o país terá uma oportunidade única para promover a maior campanha do mundo de combate a delitos contra as mulheres e de fazer ecoar uma mensagem à comunidade internacional. A luta do gigante sul-americano vai muito além do gramado. O país precisa aproveitar o momento para reafirmar seus valores em defesa dos direitos humanos, da igualdade de gênero e dos demais princípios que norteiam a democracia.


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