Quarta-feira, 05 de novembro de 2025
A companhia já encerrou suas operações em outras nações; na América Latina, investirá apenas no Brasil
Imagem: Barbara Nivoloni - Google Mapas - Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
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| Fachada do prédio da Telefónica na Espanha |
O grupo espanhol Telefónica se prepara para deixar países latino-americanos como Colômbia, México, Chile e Venezuela. O desembarque faz parte de um plano estratégico de reestruturação em implementação entre 2026 e 2029, conforme anunciado pela empresa. A decisão se deve após amargar prejuízos de € 1,08 bilhão – cerca de R$ 6,7 bilhões – em algumas de suas subsidiárias entre janeiro e setembro de 2025.
A companhia, que opera por meio da Movistar, já encerrou suas operações no Uruguai e no Equador, ao vender sua base de clientes de telefonia móvel e infraestrutura para a Millicon International Cellular, companhia luxemburguesa que opera sob a marca Tigo.
Em março passado, a Telefónica já tinha vendido à Millicon 67,5% do capital da Coltel, sua subsidiária colombiana, por US$ 400 milhões, cerca de R$ 2,16 bilhões. Falta o aval dos órgãos competentes para que a negociação seja concluída. O restante da empresa está nas mãos do governo e de acionistas minoritários.
A filial argentina da Movistar foi adquirida pela Telecom Argentina, ligada ao Grupo Clarín, no começo deste ano, mas o governo suspendeu as negociações. A transferência definitiva ainda não foi concluída.
Antes de se desfazer de sua sucursal peruana, a Telefónica ingressou com pedido de recuperação judicial em fevereiro deste ano. Em abril, a operadora foi vendida para a empresa argentina Integra Tec International Inc pelo valor simbólico de US$ 1 milhão, algo em torno de R$ 5,4 milhões. A nova proprietária assumiu compromissos financeiros e obteve o direito de utilizar a marca Movistar.
A holding espanhola pretende se concentrar em quatro mercados: Espanha, Alemanha, Reino Unido e Brasil, sendo este o único da América Latina onde manterá suas operações.
No Brasil, a Telefónica opera sob a marca Vivo, oferecendo serviços convergentes de telefonias fixa e celular, além de banda larga e TV por assinatura. É a maior operadora de telefonia móvel do país em número de consumidores e em área de cobertura.
Com cerca de 100 milhões de clientes – praticamente a metade da população brasileira –, a Vivo registrou receita de R$ 14,4 bilhões e lucro de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2025.

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