Terça-feira, 11 de novembro de 2025
Autoridades investigam por que adolescente foi abatido se já estava detido; ele é considerado o suposto assassino do prefeito de Uruapan
Imagem: Redes Sociais - Divulgação - Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
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| Carlos Manzo era comparado ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele |
A morte de um adolescente de 17 anos, no México, fez com que o Ministério Público de Michoacán abrisse uma investigação contra 22 profissionais de segurança por suspeita de queima de arquivo. A polícia virou caso de polícia. O menor era considerado o suposto assassino do prefeito de Uruapan, Carlos Manzo (foto).
Desse quantitativo, 14 são policiais da Guarda Nacional e os demais oito, seguranças da escolta pessoal do ex-mandatário municipal, alvejado a tiros na noite do último dia 1º de novembro, durante uma festividade em praça pública pelo Dia de Finados. As autoridades investigam por que o adolescente foi abatido, tendo em vista que ele já estava detido na ocasião e poderia revelar detalhes sobre a autoria intelectual do crime.
Investigações preliminares apontaram o jovem como suposto atirador, após a realização de testes laboratoriais para detectar vestígios de disparos de arma de fogo.
O menor estava fora de casa há oito dias antes da execução do prefeito de Uruapan. E de acordo com seus familiares, ele era usuário de metanfetamina, publicou o portal Ámbito.
Investigações do Ministério Público apontam que o adolescente teria sido recrutado pelo Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), uma das facções criminosas mais violentas do país, noticiou El Financiero.
O assassinato de Carlos Manzo gerou uma onda de protestos em Michoacán e uma crise para os governos estadual e federal. Ele já havia pedido reforço na segurança de seu município alguns meses atrás e defendia uma postura mais linha-dura contra o narcotráfico. Era constantemente comparado ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Seu funeral foi marcado por forte comoção popular, com milhares de cidadãos caminhando pelas ruas para pedir justiça.

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