Terça-feira, 11 de novembro de 2025
Região registra mais de 12 mil casos da doença e perde o status recuperado em 2024
Imagem: Gerada por inteligência artificial
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| Imagem ilustrativa de uma pessoa com a pele manchada |
O continente americano perdeu o status de região livre de transmissão endêmica de sarampo. O anúncio foi feito pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), nessa segunda-feira (10/11), por conta dos 12.596 casos relatados neste mês.
Entende-se como doença endêmica a que é recorrente em determinada região, localidade e época do ano, como a dengue durante o verão, por exemplo.
Cerca de 95% dos casos se concentram na América do Norte, em países como México, Estados Unidos e Canadá. Neste último, o vírus circula há pelo menos um ano, o que justificou a perda do status sanitário. Ainda segundo a entidade global, houve um aumento de 30 vezes em relação a 2024.
“Enquanto o sarampo não for eliminado em todo o mundo, nossa região continuará a enfrentar o risco de reintrodução e disseminação do vírus entre populações não vacinadas ou com vacinação incompleta. No entanto, como já demonstramos, com compromisso político, cooperação regional e vacinação contínua, a região pode interromper a transmissão e recuperar essa conquista coletiva”, manifestou o diretor da Opas, Jarbas Barbosa.
O surto de sarampo no Canadá foi relatado em outubro do ano passado, na província de New Brunswick. Desde então, já foram registrados mais de cinco mil casos em todo o país.
Surtos da doença também estão ativos no Brasil, na Bolívia, no Paraguai e em Belize. Até o início de outubro deste ano, o gigante sul-americano contabilizava 34 casos confirmados em 2025.
O continente já havia perdido temporariamente o status de região livre de sarampo após os surtos relatados na Venezuela, em 2018, e no Brasil, em 2019, tendo recuperado o título em 2024.
‘O sarampo é uma doença altamente contagiosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo’, de acordo com o Ministério da Saúde brasileiro. Não existe cura, e o tratamento só visa minimizar os efeitos colaterais, como pneumonia, conjuntivite, tosse seca, encefalite aguda, manchas no corpo etc.
O negacionismo é o maior aliado da doença. Portanto, a vacinação é o único método preventivo e eficaz para se proteger da enfermidade e é indicada para pessoas entre 1 e 59 anos.

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