Quarta-feira, 01 de outubro de 2025
Informação atualizada em 01/10/2025, às 23h30
Embarcações com centenas de ativistas de várias nacionalidades foram interceptadas em águas internacionais a caminho da Palestina; presidente da Colômbia determina expulsão de diplomatas israelenses
Imagem: Flotilha Global Sumud - Redes Sociais
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| Esse é apenas um dos navios com destino à Gaza interceptado por Israel |
Ao menos nove brasileiros estão entre as centenas de ativistas detidos (foto 1), nesta quarta-feira (1/10), quando a Flotilha Global Sumud foi interceptada pela Marinha israelense em águas internacionais a menos de 90 milhas náuticas – cerca de 166 quilômetros – do destino. As embarcações tentavam levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza em meio aos confrontos entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
No barco Sirius, com 38 pessoas, estavam os brasileiros:
* Bruno Sperb Rocha: ativista do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp).
* Lisiane Penca Severo: comunicadora popular.
* Magno de Carvalho Costa: diretor do Sintusp.
* Mariana Conti Takahashi: vereadora de Campinas (SP) pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol).
Já no barco Alma, com 29 integrantes estava:
* Thiago de Ávila e Silva Oliveira: membro do comitê diretor da Flotilha Global Sumud.
No barco Adara, com mais 23 pessoas, estavam:
* Ariadne Catarina Cardoso Teles: advogada popular e militante da luta pela terra na Amazônia.
* Victor Nascimento Peixoto: pesquisador sobre a história do Islamismo.
No barco Spectre, com 21 ativistas, estavam:
* Gabrielle da Silva Tolotti: presidenta do diretório estadual do Psol no Rio Grande do Sul.
* Mohamad Sami El Kadri: presidente do Fórum Latino-Palestino e coordenador da Frente Palestina de São Paulo.
O número de ativistas detidos pode aumentar, tendo em vista que as informações estão sendo divulgadas aos poucos pelos organizadores da missão humanitária. Alguns portais noticiosos falam em pelo menos 12 brasileiros retidos.
Imagem: Ministério de Relações Exteriores de Israel
- Redes Sociais
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| Greta Thunberg detida por militares israelenses |
Mais cedo, o Ministério de Relações Exteriores de Israel se manifestou nas redes sociais sobre a retenção das embarcações, ao tentar desacreditar os ativistas, associando-os ao Hamas e acusar que ‘o único propósito da flotilha Hamas-Sumud é a provocação’, e acrescentou que alguns países ofereceram meios de entregar pacificamente os donativos, mas que os ativistas teriam recusado.
“Vários navios da Flotilha Hamas-Sumud já foram parados com segurança e seus passageiros estão sendo transferidos para um porto israelense. Greta [Thunberg] e seus amigos estão seguros e saudáveis”, informou a chancelaria da nação hebraica.
Protestos contra a detenção dos ativistas estão sendo organizados ou já estão ocorrendo na Espanha, na Alemanha, na Grécia, na Colômbia e em outras partes do mundo.
Petro critica a detenção de duas ativistas colombianas e denuncia tratado de comércio internacional com a nação hebraica
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, determinou a expulsão de diplomatas israelenses, na tarde desta quarta-feira (1/10), em retaliação à detenção de Manuela Bedoya e Luna Barreto, duas ativistas colombianas que participavam dessa missão de ajuda aos palestinos, segundo a imprensa local.
“Se esta informação estiver correta, tem um novo crime internacional [cometido por Benjamin] Netanyahu. Foram detidas em águas internacionais duas cidadãs colombianas, que estavam em atividades de solidariedade humana com a Palestina (…); Saia toda a delegação diplomática de Israel na Colômbia”, expressou o mandatário sul-americano num trecho da nota divulgada nas redes sociais.
Gustavo Petro orientou a chancelaria a adotar todas as medidas cabíveis, inclusive na justiça israelense, e instou advogados internacionais a atuarem em parceria com os colegas colombianos. Também denunciou o tratado de livre comércio entre os dois países, o que, na prática, significa a intenção de romper acordos bilaterais.
Essa não é a única polêmica recente envolvendo o líder colombiano. Enquanto estava nos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral da ONU, Petro participou de uma manifestação pro-Palestina em Nova Iorque, na semana passada, sugeriu a criação de um exército das Nações Unidas para proteger os palestinos e criticou seu homólogo estadunidense, Donald Trump, ao acusá-lo de ‘cumplicidade’ com o genocídio em Gaza. Por conta disso, teve o visto revogado.
Os nomes das duas ativistas colombianas não pôde ser confirmado até o momento por Opinólogo, tendo em vista que a lista dos detidos está sendo divulgada aos poucos e por navio, e elas não aparecem nos navios Sirius nem Alma.


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