Traficante é sentenciado a 95 anos de prisão

Quarta-feira, 02 de julho de 2025

Alexandre Bandeira de Melo, conhecido como “Piolho”, é considerado o mentor da invasão ao Fórum de Bangu, em 2013, na tentativa de ser resgatado durante uma audiência; na ocasião, uma criança e um policial morreram baleados

Imagem: Google Imagens
Fachada do Fórum de Bangu, no Rio

O traficante Alexandre Bandeira de Melo – vulgo “Piolho” –, da facção criminosa Amigo dos Amigos (ADA), foi sentenciado a 95 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelos delitos de homicídio duplamente qualificado e tentativa de homicídio, ambas por duas vezes. A decisão é do IV Tribunal do Juri da Capital, vinculado ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), e foi proferida nesta quarta-feira (2/7) em atendimento ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

De acordo com os autos processuais, o criminoso, com o apoio de comparsas, orquestrou a própria tentativa de resgate e a de outros integrantes da mesma quadrilha durante uma audiência no Fórum de Bangu, na Zona Oeste do Rio, no dia 31 de outubro de 2013. Os réus estavam presos em Bangu 4, no Complexo Penitenciário de Gericinó, localizado na mesma região da capital fluminense. Durante a invasão houve confronto entre bandidos e policiais, e uma criança de 8 anos e um policial militar morreram baleados.

Alexandre Melo seria o chefe do tráfico de drogas no Morro do Dezoito, em Quintino, bairro da Zona Norte do Rio, e os demais meliantes presos atuavam na Vila Vintém, em Bangu, segundo o MPRJ, autor da ação penal.

“Piolho” foi preso junto com a esposa em abril de 2012 em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, por policiais civis da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Niterói, publicou o jornal Extra.

A ideia do bando era libertar outros detentos na corte de justiça para despistar a polícia. O objetivo da quadrilha era invadir o local no início da noite, período em que havia menos agentes de segurança no local.

Em janeiro de 2014, por exemplo, estava prevista a transferência de Alexandre Bandeira de Melo e de seu colega Vanderlan Ramos da Silva – vulgo “Chocolate” –, que também seria resgatado, para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná.

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