O empresário Ronald Levinsohn faleceu nesta segunda-feira (27/1), aos 84 anos. Ele estava internado há 11 dias, diagnosticado com fibrose pulmonar, no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. A causa do óbito foi falência múltipla dos órgãos, de acordo com o portal “G1”. Ele era dono da Associação Educação São Paulo Apóstolo (Assespa), antiga mantenedora do extinto Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), na capital carioca.
O velório ocorrerá amanhã (28), a partir das 10h, no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Norte do Rio. A cremação está prevista para as 13h.
Levinsohn nasceu no Rio Grande do Sul, em 9 de outubro de 1935. Morava na Gávea, Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. Deixa esposa, duas filhas, dois netos e três bisnetos.
A história de Ronald Levinsohn é marcada por altos e baixos, ademais de mistérios. Foi dono da famosa Caderneta Delfin, que quebrou no início da década de 1980, deixando vários poupadores falidos.
Também foi dono da UniverCidade – mais conhecida como “Faculdade da Cidade” –, que passava por crise financeira.
Em 2016, foi preso durante a operação Recomeço, que investiga desvios de cerca de R$ 90 milhões nos fundos de pensão Postalis (Correios) e Petros (Petrobras), os quais investiram em debêntures do grupo Galileo Educacional. Em 2017, deixou de ser réu. Seus advogados de defesa alegaram suposta carência de dados para comprovar sua participação no caso.
O nome de Levinsohn também foi mencionado em supostas grilagem de terra e trabalho análogo à escravidão na Fazenda Estrondo, no Oeste da Bahia, segundo os sites “Repórter Brasil” e o “Brasil de Fato”.
Ronald Levinsohn era proprietário do Colina Shopping, em São José dos Campos (SP).
Descredenciamento completa seis anos
A UniverCidade foi descredenciada pelo Ministério da Educação, assim como a Universidade Gama Filho (UGF), sob alegação de suposta “baixa qualidade acadêmica”, em janeiro de 2014. Na época, ambas enfrentavam greves, devido a constantes atrasos salariais. No último dia 13 deste mês, a cassação da licença das duas instituições de ensino superior (IES) completou seis anos. Atualmente, a massa falida dessas duas entidades está com o grupo Galileo Educacional, que as adquiriu entre 2010 e 2011.
Em vez de se perguntar o que mudou de lá para cá, é mais fácil indagar o que não mudou: muitos funcionários das duas IES não conseguiram receber a grana atrasada (salários de 2013, 13º salário de 2007). Os poucos que conseguem é graças às tentativas de leilão de imóveis da Assespa ou da Sociedade Universitária Gama Filho (UGF), tendo em vista que o grupo Galileo Educacional não possui nenhum imóvel, apenas adquiriu as duas marcas, os clientes e as dívidas. Os antigos donos negociam os débitos para evitar a venda dos bens. Também é sabido que há disputas judiciais por parte do grupo supracitado para obter as propriedades.
Cabe destacar que a UniverCidade continua entregando a papelada acadêmica dos ex-alunos, à diferença da Gama Filho.
Cabe destacar que a UniverCidade continua entregando a papelada acadêmica dos ex-alunos, à diferença da Gama Filho.
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