Segunda-feira, 19 de junho de 2017
Em Rondônia
‘Não furtarás’, diz o sétimo Mandamento bíblico. Ao que parece, esse ensinamento foi, supostamente, ignorado pelos organizadores da Marcha para Jesus em Porto Velho, capital de Rondônia, que fizeram um ‘gato’ de energia para a realização do evento na última quinta-feira (15/6).
Na ocasião, a empresa Eletrobras Distribuição Rondônia recebeu uma denúncia de moradores próximos do Espaço Alternativo, na Avenida Jorge Teixeira, que o palco da Marcha para Jesus ‘estava sob ligação direta na rede de baixa tensão, sem medição, sem a devida proteção de disjuntor, o que levava risco de interrupção no fornecimento de energia para as residências e o próprio Hospital de Base que se alimenta do mesmo circuito’.
Por volta das 15h a ligação ‘clandestina’ foi interrompida, mas um novo ‘gato’ foi feito, o que levou a concessionária, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a realizar novo corte. O uso da rede de energia só foi permitido após acordo com os organizadores.
“(...) Para esclarecimento, a distribuidora informa que ligações clandestinas impactam diretamente no custo da energia elétrica, e orienta que ligações provisórias sejam feitas dentro da legalidade.
A Eletrobras Distribuição Rondônia esclarece ainda, que respeita todos os credos e apoia a realização de eventos culturais e religiosos que ocorrem no estado de Rondônia”, disse a concessionária em nota.
Apenas por uma questão de transparência aos leitores: OPINÓLOGO NÃO procurou os organizadores do evento para comentar a informação.
Em São Paulo
Já em São Paulo, a 25ª edição da Marcha para Jesus orou pelo país e contra a corrupção, mas poupou o presidente Michel Temer (PMDB-SP), que é investigado por suspeita de corrupção. O mandatário teria sido convidado para a festividade, mas não compareceu, segundo o portal ‘Uol’.
O evento foi organizado pela Igreja Renascer. Os realizadores da tal marcha apoiam as reformas trabalhista e previdenciária que o governo vem tentando emplacar goela abaixo para cobrir o suposto déficit nas contas públicas. Outro pecado foi, supostamente, cometido contra o terceiro Mandamento que fala sobre não usar o nome de Deus em vão. O evento foi utilizado com cunho político para legitimar algo que grande parte dos brasileiros se opõe e que não é positivo para os trabalhadores. Pelo menos não como estão sendo elaboradas.
O apoio às supracitadas reformas pode ter um motivo óbvio: recente reportagem da ‘Folha de São Paulo’ informou que um grupo de pastores evangélicos tenta oferecer previdência privada a seus fiéis.
Os evangélicos são um público considerável. Existem no mercado vários produtos e serviços voltados para eles: TVs por assinatura, operadora de telefonia etc.
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