Domingo, 18 de junho de 2017
Ao menos três pessoas morreram e outras oito ficaram feridas, por conta de uma explosão no Shopping Andino, em Bogotá, na Colômbia, às 16h54 locais (18h54 em Brasília) desse sábado (17/6). Alguns meios de comunicação da região falam em até 11 feridos. De acordo com a administração do shopping, a explosão ocorreu no banheiro feminino, no segundo andar. O fato está sendo considerado um atentado terrorista pelas autoridades locais.
“Lamento informar que são três mulheres falecidas por bomba no Centro Comercial Andino. Outra está [em situação] grave, mas não corre risco de morte”, informou o prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, nas redes sociais.
Entre as vítimas fatais está uma jovem francesa de 23 anos identificada como Julie Huynh. Ela realizava trabalho voluntário há seis meses num colégio colombiano.
Imagem: Efraín Herrera / Presidência da Colômbia /
Reprodução
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos condenou a tragédia: “Minha mais enérgica condenação ao a atentado no Centro Comercial Andino. Voltando a Bogotá neste momento para me colocar à frente da situação”. Ele esteve no local (foto) para acompanhar as investigações.
O suposto atentado acontece às vésperas do próximo passo para a concretização do acordo de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Na próxima terça-feira (20), a organização terrorista pretende entregar 40% das armas, segundo o diário local ‘El Espectador’.
Em nota, as Farc condenaram o ocorrido: “(...) Condenamos com firmeza este acontecimento e exigimos ao Estado colombiano uma investigação profunda para alcançar o cumprimento da justiça a esta dolorosa tragédia que enluta todo o nosso povo. Enviamos nossa voz de alento às famílias das vítimas, e a todo o país para não desistir na edificação da paz (...)”
Nas redes sociais, o Exército de Libertação Nacional (ELN), outro grupo terrorista, lamentou o ocorrido: “O ELN repudia o ataque no Centro Comercial Andino contra civis. Compartilhamos da dor e nos solidarizamos com as vítimas (...)”
Após uma reunião com representantes do Conselho de Segurança do país, o governo decidiu oferecer uma recompensa de 100 milhões de pesos (o equivalente a R$ 111,1 mil na cotação atual) por informações sobre a autoria do ataque. As autoridades trabalham com três hipóteses, mas não divulgarão por enquanto, para não atrapalhar as investigações, publicou o diário ‘El Tiempo’.

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