Quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Imagem: Rede Sustentabilidade / Reprodução /
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| Marina Silva durante reunião para desfiliar-se do PSB |
Em 2013, o partido não tinha conseguido seu registro, devido a pendências de documentos. Naquela ocasião, apresentou o apoio de 442.524 eleitores. Com a entrega de mais de 55 mil assinaturas, totalizou o apoio de 498.085 eleitores. A legenda deveria entregar pelo menos 0,5% do total de votos recebidos por deputados federais na última eleição, que, atualmente, corresponde a 486.679 eleitores.
No julgamento de 2013, a então ministra Laurita Vaz, na época relatora do processo de criação da Rede Sustentabilidade, votou pelo indeferimento ‘sem prejuízo da posterior implementação [das assinaturas de apoio de eleitores que faltavam] pelo partido requerente’. A magistrada não integra mais a Corte.
Vale frisar que o partido da ex-candidata a presidente da República teve um inimigo, o Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), que tentou impugnar seu registro. Em 2013, a legenda rival alegou que a Rede, ao ter seu pedido indeferido, não poderia simplesmente completar os requisitos e, portanto, deveria começar um novo processo.
“Um partido que tem uma candidata [Marina Silva], que duas vezes [nas eleições presidenciais de 2010 e de 2014] obteve mais de 20 milhões de votos, que tem uma sólida base social, tem um sólido programa e uma dificuldade imensa na sua constituição”, manifestou o ministro Gilmar Mendes, o único que votou por seu deferimento no julgamento de 2013.
A Rede Sustentabilidade adotará o número 18 nas urnas e já poderá disputar as eleições de 2016 para prefeito e vereadores.
Marina Silva, que até então estava oficialmente no Partido Socialista Brasileiro (PSB), apresentou sua desfiliação e agradeceu ao presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, pelo tempo que esteve lá. Ela foi convidada a ser uma filiada honorária do PSB. Ao que tudo indica, PSB e Rede poderão estabelecer parcerias já para as próximas eleições.
“Vocês possibilitaram a nós ter uma inserção política na conjuntura nacional como um partido político sem ser um partido político. Fizeram uma aliança conosco sem que tivéssemos como aportar sequer um segundo de televisão ou qualquer estrutura, que não tínhamos, mas em torno de ideias e de um programa”, expressou a política acreana, ao lembrar do ex-governador e ex-candidato a presidente da República, Eduardo Campos (PSB-PE), morto num trágico acidente aéreo em 2014. Ela seria sua vice na chapa.
Um dia após sua legalização, o deputado federal Miro Teixeira (RJ) deixa o Partido Republicano de Ordem Social (Pros) para ingressar na nova legenda. Com isso, tornou-se o primeiro congressista a ingressar na Rede.
E ao que parece, a Rede já terá seu segundo parlamentar, o deputado federal Alessandro Molon (RJ), quem teria apresentado sua desfiliação junto ao Partido dos Trabalhadores (PT), nesta quinta-feira (24), de acordo com a colunista Berenice Seara, do jornal ‘Extra’. Os motivos para sua saída não foram explicados.

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