Guatemala: presidente Otto Pérez Molina renuncia

Quinta-feira, 03 de setembro de 2015

Imagem: Governo da Guatemala / Reprodução
Otto Pérez Molina
Dia histórico na Guatemala: o presidente Otto Pérez Molina (foto 1) entregou sua carta de renúncia ao Congresso, às 23h58 locais dessa quarta-feira, 2/9 (2h58 desta quinta-feira, 3, no horário de Brasília). Ele é acusado pelo Ministério Público e pela Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (Cicig) – entidade ligada às Nações Unidas (ONU) – de, supostamente, liderar uma quadrilha que atuava na aduana do país, recebendo propina de importadores que queriam pagar menos impostos.

Sua saída ocorre às vésperas das eleições previstas para o próximo domingo (6) para presidente, vice-presidente e deputados. Os novos eleitos assumirão em janeiro de 2016.

Os guatemaltecos têm muito a comemorar: a renúncia do governante ocorre faltando menos de duas semanas para o aniversário de 194 da independência, no próximo dia 15 de setembro.

Nesta quinta-feira (3), o agora ex-mandatário se apresentou à Justiça, uma vez que havia uma ordem de captura contra ele. “Estou com minha consciência tranquila”, disse.

Imagem: Governo da Guatemala / Reprodução
Alejandro Maldonado Aguirre
Na última terça-feira (1), 132 deputados votaram a favor da retirada de sua imunidade, por conta da denúncia apresentada à Suprema Corte pelo Ministério Público e Cicig no último dia 21 de agosto.

Quem assume o posto de Pérez Molina é o vice-presidente Alejandro Maldonado Aguirre (foto 2). Este já substituía Roxana Baldetti, quem renunciou a vice-presidência em maio passado, denunciada por suposta participação no mesmo esquema de corrupção. Mais cedo, o Congresso juramentou o novo chefe de Estado, depois de aceitar a demissão do general aposentado.

Pérez Molina não aguentou a forte pressão popular e os protestos que vêm acontecendo há mais de quatro meses. No último dia 24 de agosto, por exemplo, cogitou-se que comunicaria seu desligamento. No entanto, surpreendeu, ao dizer que enfrentaria todas as acusações contra. Na sexta-feira passada (28/8), mais de 100 mil guatemaltecos fizeram uma paralisação nacional para exigir sua renúncia.

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