Guatemala: Mc Donald’s e Domino’s apoiam impeachment de presidente

Sexta-feira, 28 de agosto de 2015

As redes de lanchonetes Mc Donald’s e Domino’s da Guatemala são a favor do impeachment do presidente Otto Pérez Molina. Nessa quinta-feira (27/8), as duas empresas divulgaram em redes sociais que não abririam suas lojas em apoio à paralisação nacional, que fechou escolas, universidades, empresas privadas e que uniu mais de 100 mil pessoas, que exigiam a sua saída, na Praça da Constituição, informou o portal local ‘Prensa Libre’.

Imagem: Facebook / Reprodução
Sem o ‘lanche feliz’, mas por um futuro mais feliz
“Mc Donald’s apoia a Guatemala e fecha seus restaurantes no dia de hoje; todos os nossos restaurantes permanecerão fechados, nos unimos à mudança do nosso país”, publicou a rede de hambúrgueres que até a divulgação desta reportagem já tinha logrado 19.839 curtidas e 4.408 compartilhamentos.

Imagem: Facebook / Reprodução
Um crime não pode acabar em ‘pizza’
“Assim como você, estamos comprometidos e apaixonados pela visão de uma nova Guatemala. Por isso, neste 27 de agosto nos unimos à voz dos guatemaltecos para que a Guatemala volte a nascer. Nossas pizzarias estarão fechadas, porque a Guatemala vale isso. Queremos eleições transparentes e em paz”, postou a Domino’s, que logrou 24.024 curtidas e 8.583 compartilhamentos.

O mandatário, que resiste em renunciar, enfrenta protestos há quatro meses. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e pela Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (Cicig) – entidade ligada às Nações Unidas – por, supostamente, liderar uma quadrilha que atuava na aduana do país. Agentes públicos eram subornados por empresários que queriam pagar menos impostos de importação de mercadorias à Superintendência de Administração Tributária (SAT), a receita federal de lá. Os produtos eram considerados contrabando, já que não eram declarados legalmente. O governante está sendo acusado pelos crimes de associação ilícita e corrupção passiva.

No último domingo (23), cogitou-se que ele pudesse abandonar o cargo, diante do protesto em frente à sede da presidência. No entanto, decepcionou a população e disse que não sairia. Ainda disse haver um suposto motim criado por servidores públicos e autoridades ‘inescrupulosas’ que queriam vinculá-lo ao caso.

Recentemente, o Congresso livrou Pérez Molina de ser denunciado à Suprema Corte e de perder sua imunidade. Mas, o assunto é rediscutido, devido à forte pressão popular.

O mandatário alega ‘não ter nada para esconder’ e que enfrentará os juízos contra ele. No entanto, o buraco é bem mais embaixo: ele sabe que se renunciasse, perderia sua imunidade como presidente e poderia ser preso e julgado por uma corte comum, como sua ex-aliada e ex vice-presidente Roxana Baldetti, processada por suposta participação no mesmo crime.

No mês que vem, a nação centro-americana realizará eleições para presidente, vice-presidente e deputados para o novo mandato que se inicia em 2016.

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