Terça-feira, 07 de abril de 2015
Padres italianos registravam orgias e tinham uma rede social paralela de relacionamentos, diz site italiano
Imagem: Stockvault / Uso gratuito / Reprodução
Uma nova polêmica ronda a Igreja Católica. Desta vez, na Diocese de Taranto, na Itália. Um pároco, de 32 anos, denunciou ao Tribunal Eclesiástico uma suposta rede de orgias homossexuais envolvendo padres, na qual ele fazia parte, noticiou o diário local “Corriere del Mezzogiorno”.
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| Ilustração: Basílica de São Pedro, no Vaticano |
Os encontros entre sacerdotes seriam, supostamente, fotografados, filmados e transmitidos via internet até o Vaticano. Mais do que uma espécie de “Hollywood Gay” e aparente rede de prostituição, que incluía a venda de imagens, havia também uma rede social paralela em que os religiosos pagavam uma taxa para terem acesso a endereços de padres gays com quem poderiam marcar encontros.
O autor da denúncia, cujo nome não foi identificado, foi removido de suas funções. No dossiê apresentado ao Tribunal contém cópias de conversas no facebook e skype, ademais de imagens.
Em nota nessa segunda-feira (6/4), a Diocese de Taranto informou que o denunciante não pertencia ao clero, mas a uma ordem religiosa, e que foi retirado de suas atribuições pelo bispo Filippo Santoro, tão logo que se comprovou a autenticidade dos documentos apresentados. Mas, que não haveria provas contra os demais religiosos. O tal padre também não estaria mais na região. A entidade classificou a conduta como “moralmente repreensível e totalmente incompatível com o ministério sacerdotal (…)”
A denúncia, ainda, relatou um suposto envolvimento de um padre, de 50 anos, com um jovem militar da Guarda Suíça.
Outros casos
Vale lembrar que às vésperas do Conclave, em 2013, para escolher o novo papa – com a saída de Bento XVI e que resultaria na entrada de Francisco I –, a Igreja Católica se deparou com o escândalo de que num prédio, em Roma, pertencente ao Vaticano e que era a residência de vários párocos, se localizaria a maior a maior sauna gay da Europa, informou o britânico “The Independent”.
Em fevereiro de 2013, por exemplo, os brasileiros se depararam com uma história extremamente sórdida. O padre Emilson Corrêa, à época com 56 anos, de Niterói, teria um suposto relacionamento com uma garota de 10 anos (desde que ela tinha 7 anos) e com uma adolescente de 19 (desde que ela tinha 13 anos). O pai, ao descobrir, teria pedido às filhas que marcassem um encontro para que pudessem filmá-lo e tê-lo como prova. Contudo, o pai teria, supostamente, chantageado o religioso em troca de seu silêncio.
No entanto, o maior escândalo da Igreja Católica foi registrado em 2012, intitulado de “Vatileaks”, com denúncias de supostas pedofilia, corrupção e nepotismo. O nome é uma mescla de Vaticano com o famoso site Wikileaks, este que publicou suposta espionagem do governo dos Estados Unidos a outros países.
No final do mês passado, por exemplo, circulava no whatsapp uma foto nua do padre Alfredo Rosa Borges, de Miracema, no Norte Fluminense. A imagem teria sido postada por uma mulher com quem, supostamente, se relacionava. Ele havia sido ordenado à função em abril de 2000. Segundo o portal “G1”, ele foi retirado do cargo depois que a imagem vazou na internet.

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