Rio tem segundo protesto contra reajuste nos transportes públicos em 2015

Sábado, 10 de janeiro de 2015

Imagem: Fernando Frazão / Agência Brasil /
Reprodução / Creative Commons
Partidos políticos marcando presença no Rio
Neste início de 2015, o Rio de Janeiro tem seu segundo protesto, até então pacífico, contra o reajuste nos transportes públicos, especialmente os ônibus modais do município, que subiram de R$ 3 para R$ 3,40, no último dia 3 de janeiro. O primeiro ato aconteceu na segunda-feira passada (5), o segundo, ontem (9), também no Centro. Todos convocados pelo Movimento Passe Livre (MPL) do Rio.

Pelo menos 500 pessoas estiveram presentes, reportou o 'G1'. Contudo, a 'Agência Brasil' fala em mil. Os manifestantes se reuniram na Cinelândia, nas proximidades da Câmara dos Vereadores e do Teatro Municipal, e se dirigiram até a Central.


Imagem: Fernando Frazão / Agência Brasil / 
Reprodução / Creative Commons
Manifestação no Centro do Rio
Em determinado momento, o protético Eron Morais, conhecido por vestir-se de 'Batman' nos protestos, foi expulso (vídeo 1) por manifestantes que o chamaram de 'fascista'. Tudo isso, porque em 2014, durante um ato contra a presidente Dilma Rousseff, após sua reeleição, o profissional posou para uma foto ao lado do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), quem é tachado de ser de extrema direita, homofóbico, entre outros adjetivos.

“Se eles (os manifestantes) dizem que é ato popular, como é que eles querem rechaçar as pessoas??? Como é que eles querem definir quem pode e quem não pode??? Isso é uma farsa, uma mentira, uma manipulação sem-vergonha, entendeu??? Porque eu não sou adepto da esquerda. Eu não sou nem direita também. A verdade é que eu tenho a minha filosofia pessoal, eu defendo aquilo que eu acredito, não sou direita nem esquerda. Na verdade, eles querem manipular a população para doutrinação esquerdista. A verdade é que eles são uma mentira, são uma farsa, não são um movimento popular. São movimento partidário tentando manipular a população. Então, eu não aconselho a população a ir para a rua. Não com eles! Não essas pessoas! Agora, que a população se organize de forma partidária, sem esses 'pseudoanarquistas', porque anarquista que anda com socialista, com comunista, não entendo isso, só mistura que não cabe!!! Anarquista pode se misturar com socialista e com comunista, e a pessoa que não pensa como eles não pode??? (...)”, expressou Eron Morais.

Vídeo: Multidão Web / YouTube / Reprodução


Ato em SP

Em São Paulo, o protagonista do ato – que aconteceu ao mesmo tempo que no Rio e contra o reajuste das passagens – foi o vandalismo (vídeo 2). Houve depredação de algumas agências bancárias. A Polícia Militar usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Mais de 50 manifestantes foram detidos, sendo que a maioria já foi liberada. A passagem dos ônibus modais subiu de R$ 3 para R$ 3,50.

Vídeo: Rede Record / Reprodução


Tanto no Rio quanto em São Paulo, os eventos foram marcados pelo oportunismo político de militantes com bandeiras partidárias. Vale lembrar que, em 2013, durante a onda de protestos que tomou conta do país, com a retirada do Movimento Passe Livre (MPL) na ocasião, e com a generalização de reivindicações, houve uma tentativa de se apossar da autoria dos mesmos. Desse modo, tendo nas mãos os insatisfeitos como massas de manobras para fins supostamente sórdidos.

Conforme já dito por OPINÓLOGO, esses eventos deixam a desejar pela subjetividade dos mesmos. Não se viu nenhum chiado contra a recente alteração em leis trabalhistas, por exemplo.

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