MPF-GO investiga envio de crianças brasileiras à Venezuela para doutrinação e implementação da 'Revolução Bolivariana' no Brasil

Segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Imagem: Stockvault / Uso gratuito
Bandeira da Venezuela

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) abriu um inquérito civil (IC) para apurar o envio de crianças e adolescentes brasileiros à Venezuela para doutrinação comunista e a implementação da “Revolução Bolivariana” no Brasil.

O procurador Ailton Benedito abriu o processo com base em notícias de que o vice-presidente da Venezuela para o Desenvolvimento do Socialismo Territorial, Elias Jaua – também ministro para as Comunas e os Movimentos Sociais –, levaria, desde 2011, crianças e adolescentes para as Brigadas Populares de Comunicação, no estado venezuelano de Sucre, “que têm como objetivo transmitir, de diversas formas, as conquistas e os progressos de crianças e adolescentes revolucionários, além de treiná-los como futuros jornalistas para servir o país”. Pelo menos 26 brasileiros teriam participado dessa lavagem cerebral.

O MPF-GO enviou um ofício ao Itamaraty, para cobrar explicações sobre as condições dos brasileiros ao país vizinho, o que faziam e por quanto tempo ficaram lá. O prazo para ser respondido é de até 10 dias.

O procurador da República quer saber se houve omissão por parte do governo brasileiro no caso. O envio poderia caracterizar violação de direitos humanos. No inquérito, o Ministério Público questiona se houve tráfico de pessoas.

Outros incidentes envolvendo a Venezuela

O suposto envio de brasileiros a Venezuela é apenas um dos estranhos casos registrados no Brasil logo após a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT). Em outubro último, por exemplo, o mesmo ministro sul-americano fez um convênio com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), durante sua visita a São Paulo, que prevê o fortalecimento do que “é fundamental em uma revolução socialista”. Após pressões de parlamentares brasileiros, o Itamaraty resolveu cobrar explicações e manifestar o suposto mal-estar do Planalto.

Ainda em outubro deste ano, a babá do filho de Elias Jaua foi presa no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, carregando numa maleta – pertencente ao representante bolivariano – um revólver calibre 38 municiado. No entanto, a Polícia Federal encontrou uma arma mais perigosa: cartilhas com ideologias socialistas de “como derrotar o seu inimigo” e a Lei das Comunas, que serviu de inspiração para mandatária petista a aprovar o Decreto nº 8.243/2014 – que cria os conselhos populares – sem passá-lo pelo Congresso.

A ditadura bolivariana é tão inspiradora, que Dilma Rousseff nem se tocou que no Brasil não existe uma Lei Habilitante. Tanto o ex-presidente Hugo Chávez quanto o atual, Nicolás Maduro, conseguiram que a Assembleia Nacional – equivalente ao nosso Congresso – aprovasse uma lei com prazo de validade, que permite o Executivo governar por decreto, sem passar os projetos pelo Legislativo. Uma lei desse tipo só prova que os deputados de lá são omissos e submissos. Na próxima quarta-feira (19), termina o prazo para que Maduro governe a seu bel-prazer.

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