Terça-feira, 17 de junho de 2014
Imagem: Fifa / Divulgação / Arquivo: OPINÓLOGO
Ao que parece, levaram mesmo a sério essa coisa de extinção do tatu-bola. Pois, nem durante a Copa do Mundo de 2014 da Fifa, no Brasil, que começou há seis dias, “Fuleco” (foto) – inspirado no pobre animal – tem sido visto. Será que foi extinto do evento??? Durante a cerimônia de abertura, na última quinta-feira (12/6), sua ausência quase não foi sentida, sendo ofuscada pelo vexame do show que não conseguiu empolgar ninguém.
“Fuleco” foi visto pela última vez, em dezembro passado, durante o sorteio dos grupos das chaves para o Mundial, que aconteceu na Costa do Sauípe, na Bahia.
Desde 2012, que a mascote tem sido vítima de “bullying” pela torcida, por causa do nome que não agradou muita gente, uma mescla de “futebol” com “ecologia”. De lá para cá, inúmeras definições foram inventadas para o nome “Fuleco”. Talvez, esse tenha sido o primeiro sinal de que o Mundial no Brasil traria insatisfações. Ao menos no coração dos brasileiros, o mascote estava extinto. Mas, ninguém havia se atentado para tal detalhe na ocasião.
A escolha pelo tatu-bola (Tolypeutes Tricinctus) se deve ao fato de este poder se fechar – como se fosse uma bola – em sua carapaça, para se defender de predadores. Ele está na lista de animais “vulneráveis”, sob o risco de extinção, de acordo com o Instituto Chico Mendes, e na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional de Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês). O bicho é nativo das regiões da Caatinga e do Cerrado brasileiro e pode ser encontrado nos seguintes estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.

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