Desaprendendo geografia na escola

Sábado, 18 de maio de 2013

Livros distribuídos em escolas públicas do Rio de Janeiro afirmam que a capital da Paraíba seria Manaus, em vez de João Pessoa, por exemplo.

Se a escola é vista como o lugar de se aprender as coisas, pelo menos aqui no Brasil este conceito está mudando, e cada vez mais. Foram detectados, nesta sexta-feira (17/5), erros em apostilas de matemática distribuídas pela Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro a estudantes 5° ano, o equivalente à 4ª série do Ensino Fundamental. A capital de Pernambuco, por exemplo, seria Belém – capital do Pará –, ao invés de Recife. Já a da Paraíba, Manaus – capital do Amazonas –, em vez de João Pessoa, e sem contar que a sigla da Paraíba que estava PA – que na verdade é do Pará –, e não PB. As falhas teriam sido percebidas por um aluno da Escola Municipal Professor Augusto Cony, na Taquara, bairro da zona oeste, de acordo com a “Folha de São Paulo”.

Ainda, segundo o diário paulistano, os livros utilizados por 56.420 estudantes do 5º ano no segundo bimestre letivo de 2013 já teriam recebido uma errata recentemente. Além do gasto com a impressão do material, que por sinal denota falta de qualidade, quanto a Prefeitura deve ter gastado para fazer essa retificação??? Os valores não foram divulgados.

O passado que condena

Seria cômico se não fosse trágico. Mas, não é a primeira vez que descasos como esse acontecem, infelizmente!!! Em junho de 2011, livros didáticos de matemática, distribuídos pelo Ministério da Educação (MEC) a estudantes da zona rural, ensinavam que 10-7 seria igual a 4, e não 3, por exemplo, e também que 16-7 seria 5, em vez de 9. E em maio daquele mesmo ano, um livro de português continha a seguinte frase: “nós pega o peixe”, ao invés de “pegamos”, no plural, cujo verbo deveria concordar com o sujeito.

E em 2007, a mesma Prefeitura carioca que cometeu essas gafes no que se refere às capitais brasileiras, teve de barrar o uso de um livro de geografia – recomendado pelo MEC –, que fazia apologia ao tráfico, por mostrar um mapa com as regiões onde as quadrilhas atuavam.

Definitivamente, a educação neste país está muito longe de ser melhorada. Talvez, fosse possível dizer que os estudantes – pelo menos os da rede pública – estão anos luz de terem uma ensino de qualidade, especialmente quando as maiores falhas começam de suas mais altas hierarquias.

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