Escola M. Friedenreich não será mais demolida em 2013, diz ONG.
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| O tempo está passando!!! |
365 dias: esse é o tempo concedido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, para que os estudantes da Escola Municipal Friedenreich – localizada na vizinhança do estádio do Maracanã – possam respirar aliviados. Pois, neste 2013 o local não será mais demolido como se previa. No último dia 28 de dezembro, a secretária de Educação, Cláudia Costin, entrou em contato com a ONG Meu Rio, para informar da decisão da administração municipal e do governo do estado. No entanto, não quer dizer que as duas esferas do Executivo não tenham a intenção de derrubá-la partir de 2014. Portanto, a tranqüilidade não é definitiva, tampouco uma vitória completa para a educação!!!
“Temos boas novas! Hoje, a Secretária Municipal de Educação, Claudia Costin, entrou em contato com a gente e nos informou que a Prefeitura e o Governo do Estado voltaram atrás em seu plano de demolir a Escola Municipal Friedenreich durante as férias. A Escola ficará no lugar durante todo o ano letivo de 2013. Vamos comemorar essa vitória!”, afirmaram os responsáveis do portal Meu Rio.
O contato foi feito junto à ONG, pelo fato de esta ter organizado uma campanha com um abaixo-assinado para tentar impedir a derrubada de uma das melhores escolas da rede pública, conforme dados do Índice de Desempenho da Educação Básica (Ideb), de 2011, do Ministério da Educação (MEC), na avaliação das séries do Ensino Fundamental.
A unidade de ensino poderia ser transformada em quadras de vôlei para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Com isso, podendo ser transferida para um antigo terreno do Exército no bairro próximo de São Cristóvão. A mudança seria feita pelo prefeito Eduardo Paes, atendendo um pedido do governador Sérgio Cabral, pelo fato de o colégio estar no entorno do estádio, que poderá ser licitado à iniciativa privada.
“Vamos fazer da permanência da Friedenreich no Maracanã, um símbolo de um novo tempo na política carioca: a partir de agora, não ficaremos calados quando decisões forem tomadas sem transparência e sem a participação de nós, cidadãos, que pagamos a conta e amamos nossa cidade. Afinal, políticos vêm e vão, megaeventos passam, mas os cariocas ficam. Mais uma vez, mostramos que a cidade é nossa!”, completou a equipe da ONG.
Realmente, políticos vêm e vão e os megaeventos passam. Mas, as conseqüências deixadas por eles podem ter efeitos irreversíveis tanto para o bem quanto para o mal. E indiretamente somos os responsáveis, já que os elegemos.
Essa é apenas uma das batalhas enfrentadas pela educação contra os dois maiores eventos esportivos internacionais– a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos – e seus governantes. Ambos serão realizados no país em 2014 e 2016, respectivamente. Recentemente, o prefeito reeleito de Belo Horizonte (MG) tentou conseguir uma liminar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que pudesse descumprir a lei orgânica do município e não investir o mínimo de 30 por cento do orçamento em educação, mas pelo menos os 25 por cento determinados pela Constituição Federal. Com bom senso, o ministro Dias Toffoli lhe disse não. O político mineiro alegava que o percentual investido atualmente poderia afetar, por exemplo, aos preparativos para o Mundial de 2014. Pode isso???
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