“Enem” assim resolvem o problema

Uma guerra de liminares está marcando o Enem 2010 e enchendo de dúvidas os estudantes
 Duas semanas após a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de 2010, nos dias 6 e 7 deste mês, ainda é difícil saber se o mesmo continua valendo ou não. Uma guerra de liminares tem sido destaque, tão grande quanto as falhas ocorridas. No dia 8, a Justiça Federal do Ceará (JFCE) havia emitido uma liminar o invalidando. No dia 12 do mesmo mês, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), em Pernambuco, o tinha revalidado.

Já na última quarta-feira (17), a JFCE havia atendido a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), exigindo que fosse aplicada nova prova a todos os candidatos que fizeram no dia 6/11 o caderno amarelo. Dois dias depois (19), o mesmo Tribunal favorece o Ministério da Educação (MEC), para que fosse aplicado um novo exame somente aos que se sentiram prejudicados, derrubando esta segunda liminar cearense.

O TRF-5 alegou na primeira vez que os prejuízos com novas provas poderiam chegar a R$ 180 milhões de reais, e ainda poderia causar um efeito dominó, atrasando os vestibulares de diversas instituições públicas que contam com as notas para aplicá-los.

Este é o segundo ano seguido em que há problemas neste sistema de avaliação, “enem” assim resolvem o problema. No ano passado, as provas tinham sido suspensas – às vésperas – após o jornal “O Estado de São Paulo” denunciar um esquema de venda com o vazamento das mesmas. Por causa disso, só ocorreram dois meses depois, levando com que várias faculdades desistissem de usar as notas deste exame como passaporte para o ensino superior. Já em 2010 são as falhas no caderno de respostas de cor amarela. Tudo isso pode contribuir para que o mesmo perca a credibilidade.

É difícil dizer se a expectativa dos estudantes é saber se alcançaram uma boa pontuação ou se terão de fazer novas provas, jogando “fora” todo o esforço de um ano inteiro dedicado aos livros e cursos. É preciso ficar bastante atento com esse “chove e não molha”.

Os testes ocorreram nos dias 6 e 7 deste mês. No entanto, no primeiro dia, o cartão-resposta do caderno amarelo havia erros de impressão: o cabeçalho invertido. O MEC então disponibilizou no site um formulário para que os candidatos que se sentiram prejudicados – que responderam esta cor de prova – pudessem exigir a correção do cabeçalho. O prazo para isto terminou nesta sexta-feira (19). No dia 7, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) havia recomendado aos que tiveram prejuízos de reclamarem ao Ministério Público.

Deixe seu comentário

Sua opinião será publicada, logo que aprovada, conforme Política de Uso do site.

O OPINÓLOGO agradece o seu comentário.