Brasil fica em cima do muro e não apoia pedido da Colômbia para discutir crise na fronteira com a Venezuela

Segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O Brasil ficou em cima do muro, ao abster-se de votar, nesta segunda-feira (31/8), o pedido da Colômbia de discutir a crise na fronteira com a Venezuela na Organização dos Estados Americanos (OEA) Desde o último dia 19 de agosto, mais de mil colombianos foram deportados em Táchira pelo governo bolivariano, que se justifica com o ataque contra três policiais da Guarda Nacional e um civil, supostamente atribuído a grupos paramilitares colombianos.

Bogotá precisava de pelo menos 18 votos a favor. Só logrou 17. Cinco nações votaram contra discutir o tema e outras 11 se abstiveram, incluindo o Brasil.

Votaram a favor: Bahamas, Barbados, Canadá, Chile, Costa Rica, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, México, Paraguai, Peru, Santa Lúcia e Uruguai, além da própria Colômbia.

Votaram contra: Bolívia, Equador, Haiti, Nicarágua, além da própria Venezuela.

Abstiveram-se: Antígua e Barbuda, Argentina, Belize, Brasil, Granada, Panamá, República Dominicana, São Cristóvão, São Vicente e Granadinas, Suriname e Trinidad e Tobago.

O embaixador da Dominica ante a OEA estava ausente durante a votação.

O que resta à Colômbia é tentar discutir a questão na União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Desse modo, fica mais restrita aos membros do subcontinente.

Na semana passada, Bogotá e Caracas convocaram seus embaixadores para consultas. A primeira agiu em protesto à deportação de seus cidadãos, enquanto a segunda respondeu à atitude diplomática.


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