Justiça do Trabalho do Rio autoriza penhora de imóvel da UniverCidade para pagamento de dívidas trabalhistas

Quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Imagem: Google Street / Divulgação
A casa é a que está com essa árvore grande no meio
A Justiça do Trabalho do Rio autorizou a penhora de uma casa pertencente à Associação Educacional São Paulo Apóstolo (Assespa) – antiga mantenedora do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) – para o pagamento de dívidas trabalhistas a funcionários administrativos, cuja ação foi protocolada pelo sindicato da categoria (SAAE-RJ). O imóvel (foto) está localizado na Rua Almirante Sadock de Sá, nº 245, no bairro de Ipanema, Zona Sul do Rio.

Ainda não foi possível obter dados complementares sobre a ação, tampouco sobre um possível leilão, uma vez que a decisão é em primeiro grau. No entanto, vale lembrar que a casa, situada quase em frente ao prédio B da UniverCidade, também é objeto de disputa pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio). Essa entidade docente já tinha obtido na Justiça o direito à penhora desse bem, avaliado em R$ 3,6 milhões, para o pagamento da Convenção Coletiva de 2003. Todavia, os proprietários recorreram da decisão, à época, alegando que o valor era superior.

Para quem estudava em Ipanema, mas não se recorda do imóvel, apesar da foto, o mesmo fica próximo onde havia um carro vendendo cachorro-quente.

Ao que parece, e finalmente, Papai Noel começou a sorrir para os empregados da UniverCidade e da Universidade Gama Filho (UGF), ambas situadas no Rio de Janeiro, cuja atual mantenedora é o grupo Galileo Educacional. Conforme revelado em primeiríssima mão por OPINÓLOGO, um imóvel da Sociedade Universitária Gama Filho (SUGF), na Rua Xavier dos Pássaros, nº 180, no bairro da Piedade, atrás do campus dessa instituição, será leiloado no próximo dia 3 de fevereiro de 2015 para o pagamento de pendências trabalhistas em processo movido pelo SAAE-RJ.

No próximo dia 22 de dezembro, o agravamento da crise enfrentada por esses trabalhadores, principalmente os da UniverCidade, completará 3 anos. O mesmo período que este jornalista acompanha o caso. Naquela data, os docentes ainda não haviam recebido o salário de novembro de 2011 nem o 13º salário. O dinheiro só caiu após OPINÓLOGO divulgar a situação e uma carta anônima com críticas aos gestores.

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