Domingo, 26 de outubro de 2014
Imagem: Twitter / Divulgação
Imagem: Twitter / Divulgação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou o que a população fluminense já esperava: o governador Luiz Fernando Pezão (foto), do PMDB, foi eleito no segundo turno das eleições, neste domingo (26/10). Com 100% das urnas apuradas, ele obteve 55,78% dos votos válidos, isto é, a preferência de 4,3 milhões de eleitores. Enquanto que o adversário Marcelo Crivella (PRB) alcançou 44,22% dos votos válidos com o apoio de 3,4 milhões de eleitores.
Mais cedo, Pezão agradeceu aos eleitores. Ele administrará o estado até 2018.
Este segundo turno foi marcado por rixas e intrigas: Pezão questionava quem iria governar o estado, se Crivella ou o tio Edir Macedo, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd); no contra-ataque, o senador citava os números dos processos nos quais o atual mandatário era réu e/ou mencionado.
“Agradeço ao povo fluminense pelos 3.442.713 votos. A todos vocês o meu muito obrigado! A luta continua!!!”, expressou Crivella.
Apesar do apoio de Garotinho (PR) e Lindberg Farias (PT), os quais ajudaram a alavancar os votos de Crivella, sua derrota nas urnas era iminente, tendo em vista o preconceito que existe em relação à seita na qual ele é bispo licenciado.
No primeiro turno, Pezão teve 40,57% dos votos válidos, enquanto Crivella, 20,26%. Anthony Garotinho, 19,73%; Lindberg, 10%.
Para completar, um templo da Iurd, no município de Duque de Caxias, foi lacrado, na última sexta-feira (25). Fiscais do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) teriam encontrado materiais que, supostamente, mostrariam apoio a Crivella, inclusive dois mil formulários com dados de fieis, contendo o número do título de eleitor, a zona eleitoral etc, segundo o jornal 'O Dia'. É importante lembrar que desde o dia 15 do mesmo mês, a Igreja Universal estava proibida pela Justiça Eleitoral de pedir votos.
Conforme já dito aqui por OPINÓLOGO, com base na conversa com conhecidos e nas reações vistas em redes sociais, Pezão foi considerado a opção menos pior entre os demais candidatos. Os eleitores encararam a disputa eleitoral como uma espécie de luta pela laicidade do estado.

Postar um comentário
Sua opinião será publicada, logo que aprovada, conforme Política de Uso do site.
O OPINÓLOGO agradece o seu comentário.