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Domingo, 12 de janeiro de 2014

Informação atualizada em 12/01/2014, às 22h55

Estudantes da UniverCidade e da UGF fazem manifestação no saguão do Aeroporto Tom Jobim.

Imagem: Bárbara Muniz / Cedida ao OPINÓLOGO
Eles cobram uma solução, desde que as IES não fechem as portas.

Turistas que desembarcavam no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, puderam conhecer várias curiosidades sobre a cidade, entre elas, o drama vivido por alunos e professores do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) e da Universidade Gama Filho (UGF) há mais de dois anos. Alguns discentes promoveram no terminal 2 do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão), na Ilha do Governador, uma manifestação silenciosa e pacífica com a divulgação de cartazes sobre a crise (fotos 1 e 2). Ficaram lá das 11h da manhã até as 15h30, aproximadamente. Em um deles estava escrito a seguinte mensagem: “Bem-vindo ao Brasil, lugar onde futebol vale mais que educação”. Note-se que o nome do país não foi convertido ao idioma inglês. Nada de Brasil com Z!!!

Imagem: Bárbara Muniz / Cedida ao OPINÓLOGO
Já estão treinando o inglês para a Copa
Esse foi apenas um ato entre os tantos realizados nos últimos tempos e que poderão ocorrer em diferentes locais durante a semana. Talvez seja irônico afirmar que, do jeito que a coisa caminha, não vai demorar muito para que os protestos desses jovens passem a integrar o calendário oficial de eventos do município, assim como o dia do padroeiro, carnaval, aniversário da cidade, inauguração da árvore de natal, réveillon, entre outros.

Se isso tivesse acontecido durante a Copa do Mundo aqui no Brasil, que será em junho próximo, o caso poderia até ganhar repercussão internacional e evidenciaria o descaso como está sendo tratado pelo poder público.

O manifesto ocorre à véspera da primeira reunião da recente comissão criada pelo Ministério da Educação (MEC), que acontecerá amanhã (13), para discutir uma possível transferência de estudantes das duas instituições de ensino superior (IES), pertencentes ao grupo Galileo Educacional, em caso de descredenciamento, tão logo que termine o prazo estabelecido pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) para que a mantenedora apresente sua defesa e o plano de melhorias para os constantes atrasos salariais. Problemas de pagamentos acabaram provocando greve e paralisação de funcionários administrativos e de docentes. Vale lembrar que é a quarta vez que ambas as IES suspenderam as atividades somente em 2013. A UniverCidade, por exemplo, chegou a fazer uma greve de mais de um mês entre abril e maio de 2012.

Um grupo de alunos da Gama Filho já está no Distrito Federal junto com representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Estadual dos Estudantes (UEE-RJ), desde o último dia 7 de janeiro, quando ocuparam o prédio do MEC e fizeram pressão até o ministro Aloizio Mercadante atendê-los. À noite daquela mesma data, deixaram o prédio. Os demais convidados para a mesa viajarão nas próximas horas. Vale destacar que não há nenhum docente ou representante do grupo empresarial nessa roda de discussões.

Eles também protocolaram um ofício, solicitando uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Todavia, não obtiveram resposta.

Mantras

Durante um bom tempo dessa 'novela mexicana', o mantra deles era “Fora, Galileo”. Já agora se inclui: “Não ao descredenciamento”.

Imagem: Divulgação
A rua se tornando o escritório
No último sábado (11), por exemplo, alunos das duas IES se encontraram nas ruas do Centro do Rio para elaborar os cartazes (foto 3) e organizar novos atos, inclusive a distribuição de fitas azuis – cuja cor é padrão nas duas instituições – como forma de chamar a atenção da sociedade. Mesmo sendo poucos discentes que participam dos protestos, não chegam a 500 – se considerado que há mais de 10 mil –, eles são persistentes. Estão tentando alcançar a opinião pública pelo cansaço. Também são escassos os professores que se fazem presentes nesses eventos. Muitos já não têm mais o que perder, e ainda assim continuam com receio de aparecer publicamente.

Um dos fatores responsáveis pela demora no caso obter real interesse da grande mídia é que muitos dos protestos se resumiam ao mundo virtual, e quase nada no real. Com isso, aparentando sentimentos de comodismo e de indiferença por parte dos afetados.

É possível observar nisso tudo uma espécie de inversão de valores: universitários que estudam de graça pela rede pública lotam aos milhares as ruas durante manifestos, enquanto os que pagam e teriam todo o direito de reclamar acabam se omitindo.

Outro fator que talvez tenha contribuído para que a crise se estendesse é a atuação de certos professores em determinados momentos. Alguns deles, durante audiências na Seres, que viajavam com as despesas pagas pelo sindicato da categoria (Sinpro-Rio), em vez de confirmarem as denúncias da entidade ao Órgão, supostamente, tentavam suavizar as coisas para o lado da gestora. Bom, mas isso são águas passadas.

1 Comentários

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  1. os professores da UniverCidade vão vender hotttttdogggiiii na frente da Estácio... KKKkkkkkkkkKKKKKKK

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