Quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
País se torna o primeiro do mundo a aprovar esse tipo de lei
País se torna o primeiro do mundo a aprovar esse tipo de lei
Imagem: Wikipédia / Reprodução /
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| Maconha |
O Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (UNODC, na sigla em inglês) criticou, nessa quarta-feira (11/12), a decisão do Parlamento uruguaio, que legalizou a produção, o comércio e o consumo da maconha, na última terça-feira (10). Para a entidade, a nação sul-americana teria violado a Convenção sobre Narcóticos, de 1961, na qual é uma das signatárias, e que estabelece o uso limitado da erva apenas para fins científicos ou medicinais.
Para o presidente da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), Raymond Yans, cuja entidade é vinculada à UNODC, a decisão ocorreu justo em um momento que o debate sobre as políticas contra o narcotráfico é um tema crescente na América Latina, e que o Uruguai não teria medido a dimensão no impacto da saúde com o uso das drogas. Também sustentou que a maconha não é apenas viciante, poderia também afetar algumas funções do cérebro, e que seria mais cancerígena que o tabaco.
Em declarações à imprensa, o líder uruguaio, José 'Pepe' Mujica, falou que o país 'sempre foi historicamente muito progressista e audaz'. E comparou que quando se aprovou o divórcio pela vontade da mulher, houve homens que afirmavam que isso seria a dissolução da família.
Imagem: Divulgação /
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Adaptação: OPINÓLOGO / Diego Francisco
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| O país da maconha |
Já o secretário da Presidência, Diego Cánepa, disse que era preciso dar visibilidade ao mercado de maconha para poder controlá-lo. Também estimou que a lei que regulamente esse setor esteja pronta no prazo de 90 dias. E lembrou que existem drogas muito 'piores' sendo vendidas nas farmácias e que o país já tinha despenalizado o consumo de drogas há 40 anos. “Se for para o consumo pessoal, o indivíduo não está cometendo delito com o consumo de nenhuma droga. Portanto, já se podia consumir maconha antes da lei. O que estava penalizado era a produção e a comercialização, e o que geramos no Uruguai é um mercado estritamente regulado da maconha, porque se hoje alguém produz e vende por fora do mercado regulamentado, vai continuar cometendo um delito”, complementou.
Para o ministro do Interior, Eduardo Bonomi, a luta contra o narcotráfico continua igual, e o que estiver por fora do mercado da maconha será considerado um delito. Para o governo, o objetivo da nova lei seria combater o tráfico de drogas. Com isso, a nação se torna a primeira no mundo a aprovar uma medida desse tipo.
A lei só beneficiará cidadãos daquele país e que tenham mais de 18 anos. Cada usuário poderá ter no máximo seis mudas e o máximo de 480 gramas por ano. Por mês isso dá 40 gramas.


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