O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para apurar supostas irregularidades em instituições de ensino superior (IES) privadas fluminenses, poderá ser votado a partir de agosto no plenário. Por enquanto, não há data definida.
A votação estava marcada inicialmente para o último dia 18 de junho, mas foi transferida para a semana seguinte (25), sendo novamente adiada. Isso coincidentemente aconteceu, quando o centro do Rio estava tomado pela onda de protestos contra os gastos excessivos para a Copa de 2014 e por conta do reajuste das tarifas de ônibus. Na ocasião, as sessões, que costumavam ser feitas à tarde, estavam sendo realizadas na parte da manhã e o expediente era encerrado mais cedo.
A partir da próxima segunda-feira (1/7), o Parlamento fluminense estará de recesso, retornando em agosto. O documento já tinha sido votado e aprovado por membros dessa Comissão, no último dia 18 de abril. Se também for aprovado no plenário, então serão encaminhados os indiciamentos de várias pessoas citadas, entre elas o ex-reitor e um dos acionistas do grupo Galileo Educacional Márcio André Mendes Costa – que controla o Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) e a Universidade Gama Filho (UGF) –, e o diretor-presidente Cândido Mendes da Universidade Cândido Mendes (Ucam). As denúncias seriam feitas aos ministérios públicos Estadual e Federal, Ministério da Educação, Ministério do Trabalho etc., por supostos crimes de apropriação indébita, estelionato, lavagem de dinheiro, e por aí vai...
Para a presidenta do Diretório Central Estudantil da UniverCidade (DCE-UC), Letícia Portugal, o novo adiamento da votação seria uma 'expectativa frustrante'. “Espero que os deputados votem com consciência esse relatório. Eles podem dar uma grande contribuição para a educação deste país. Assim, fazendo com que o MEC (Ministério da Educação) cumpra com o seu trabalho, que é o de fiscalizar”, disse em entrevista ao OPINÓLOGO.
“Travamos [junto com os discentes da UGF] uma batalha contra a mantenedora. A elaboração desse documento é um sinal de que a juventude estudantil pode fazer muito mais pelo país”, complementou Letícia Portugal.
O documento foi feito a partir de denúncias de sindicatos – por exemplo, dos Professores (Sinpro-Rio) e dos Médicos (SinMed RJ), – de professores, alunos e pais de alunos durante as audiências, que ocorriam quase que semanalmente de agosto do ano passado a março deste 2013.
O documento foi feito a partir de denúncias de sindicatos – por exemplo, dos Professores (Sinpro-Rio) e dos Médicos (SinMed RJ), – de professores, alunos e pais de alunos durante as audiências, que ocorriam quase que semanalmente de agosto do ano passado a março deste 2013.
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