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Informação atualizada em 23/10/2012, às 15h18

Empresa de táxi-aéreo cobra da Galileo Educacional fatura de R$ 159 mil, diz revista; em nota, gestora se justifica.

Imagem cedida ao OPINÓLOGO pela Revista Veja
Uma empresa de táxi-aéreo de Brasília estaria cobrando da Galileo Educacional – gestora da UniverCidade e da Universidade Gama Filho (UGF) –, no Rio de Janeiro, despesas (foto) com viagens no valor de R$ 159 mil, aproximadamente, realizadas por dois ilustres docentes, os ministros Ricardo Lewandowski e José Antonio Dias Toffoli – do Supremo Tribunal Federal (STF) – de acordo com Lauro Jardim, da Revista Veja.

Ambos os magistrados lecionam na UGF. O período cobrado é de março a maio deste ano. Ao que parece, até a namorada do ministro Toffoli – Roberta Maria Rangel –, que não é professora, teria pego pelo menos duas caronas.

OPINÓLOGO tentou entrar em contato com a empresa brasiliense, mas não teve resposta até o momento.

Nota da Galileo Educacional

Em nota, a Galileo Educacional afirmou que a dívida foi contraída na gestão anterior, a do ex-reitor Márcio André Mendes Costa, e que a mesma estaria sob processo de auditoria. Desde que a nova diretoria assumiu a administração, as viagens dos ministros na rota Rio-Brasília têm sido realizadas em aviões de carreira. E destacou que ambos “têm prestado imensurável contribuição ao lecionarem para os  alunos da UniverCidade” e que seriam componentes na formação dos futuros advogados.

“A Diretoria lamenta que tal questão, que deveria se manter restrita às duas empresas particulares envolvidas (Galileo e a empresa de transporte), possa ter originado uma nota na citada publicação mencionando os dois magistrados, os quais são motivos de orgulho para o Corpo Docente, a Reitoria, a Administração e para os alunos da UniverCidade”, complementou.

Na atualidade

Até bem pouco tempo – entre abril e maio passado – , tinha docente sem R$ 2,75 para pagar uma passagem de ônibus de casa até o local de trabalho, por causa dos atrasos nos salários, o que fez com que houvesse greve no período em questão. Na época, o sindicato da categoria (Sinpro-Rio) teria levantado a ideia de organizar um evento para arrecadar dinheiro e ajudar os profissionais que estivessem em dificuldades financeiras. Uma aluna, cuja identidade pediu para ser preservada, chegou a ajudar com uma quantia, algo em torno dos R$ 200. 

Sabe-se que as duas faculdades ainda estariam em fase de reestruturação financeira, e que pelo menos parte dos docentes da UniverCidade não teria recebido ainda todo o salário de setembro, apenas 50 por cento deste. Alguns estudantes relataram recentemente ao OPINÓLOGO o receio de uma nova greve, se os problemas com pagamentos continuassem, especialmente por estarem tão próximos do fim de um semestre.

Atualmente, a situação financeira e gestão da Galileo Educacional estão sendo investigadas na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), numa Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que ocorre geralmente às quintas-feiras.

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