Aulas recomeçam na próxima segunda-feira (28/5)
Os professores da UniverCidade, no Rio de Janeiro, decidiram, às 19h58 desta quarta-feira (23/5), pelo fim da greve, em assembléia no sindicato da categoria (Sinpro-Rio). Mesmo não tendo sido atendidos em todas as suas reivindicações, eles justificaram o término da mesma em consideração aos estudantes. Como condições para o retorno os docentes exigiam que fossem pagos os salários de março e abril e mais 33 por cento das férias de janeiro. No entanto, só parte do mês passado teria sido paga e todo o mês de março, que foi depositado nesta quarta-feira. Quanto ao dinheiro de janeiro, até o momento, nada.
Em outra votação, os professores decidiram recomeçar as aulas na próxima segunda-feira (28), porque aproveitariam o restinho dos dias úteis desta semana para prepararem as aulas e o retorno dos alunos.
Certamente, essa foi a assembléia que mais gerou expectativa entre docentes e discentes, e também uma das mais lotadas, devido à ânsia pelo fim da greve. Mas, também foi a mais tumultuada. Inclusive, em determinados momentos houve algumas pequenas crises de democracia: por exemplo, quando um professor tentou convidar um dos coordenadores da instituição, Ricardo Meireles, a falar em nome do grupo Galileo Educacional, o que foi rejeitado por uma pequena parcela que justificou o motivo pelo cargo que ele ocupava e por ele não estar presente na maioria das reuniões. Contudo, ele, muito educadamente, preferiu abster-se de discursar ao microfone, mas conseguiu dizer aos presentes – em nome do grupo gestor – que ninguém seria demitido e nem descontado pelo tempo que ficou em greve e, que era preciso de imediato elaborar um novo calendário de aulas. Além de coordenador, Ricardo Meireles é professor. E estando num sindicato da classe na qual pertence, teria direito à voz. Além disso, alunos e professores se queixavam de o grupo controlador não comparecer aos encontros para se explicar pelos problemas que a UniverCidade vem enfrentando. E quando isso acontece, é impedido!!!
Depois do resultado satisfatório, um grupo de estudantes que estava presente no evento foi comemorar num boteco na Lapa, no centro.
Muitos alunos estão sem aulas desde o dia 9 de abril, quando os professores decidiram por uma paralisação. Somente no dia 14 do mesmo mês, em assembléia sindical, é que a greve foi declarada oficialmente.
Nova assembléia no Sinpro-Rio
Uma nova assembléia de professores foi agendada para o próximo dia 2 de junho, às 10h da manhã. De acordo com nota divulgada no fim desta noite pelo Sinpro-Rio, a categoria irá cobrar da faculdade um novo cronograma de pagamentos para os pagamentos futuros.
Considerações finais
Se dependesse dos milhares de estudantes que fazem parte da UniverCidade – e de vários docentes –, essa teria sido a greve mais silenciosa de todas. Talvez, os professores ainda nem tivessem recebido!!! No entanto, a insistência de uns poucos (se contar 30 é muito) fez com que o caso ganhasse repercussão. Pode-se dizer que, eles utilizaram a prática do elefante (“um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam muito mais, ...”), a ponto de alguns estudantes terem conseguido ocupar o prédio da reitoria – no dia 2/5 – e nos últimos dias colocar barracas na calçada do edifício gestor e dormir lá. Esse número, aparentemente, insignificante de manifestantes é, no mínimo, desconcertante!!!
Foram mais de 40 dias sem aulas, e em nenhum momento se escutou um “piu” que fosse do Ministério da Educação (MEC).
OPINÓLOGO continuará acompanhando o desenrolar de toda essa situação que ainda está longe de acabar. Mas, mostrar disposição em solucioná-la – por parte dos gestores – já e um bom começo, especialmente dos professores, que abdicaram parte do que exigiam.
Concordo plenamente...Foram poucos os alunos envolvidos nessa resolução e ainda temos que continuar vigilantes pois a guerra nao acabou..
ResponderExcluirEu, estudante do 6º período de Comunicação da unidade de Ipanema, confesso que não estou muito feliz com o fim da greve, pois, como a faculdade não cortou completamente o mal pela raíz fazendo TODO o devido pagamento aos professores, volta e meia eles poderão tornar a fazer paralizações e protestos durante este semestre, deixando-o "picotado" - o que é tão ruim quanto ou até pior do que fazer a greve ininterruptamente até que tudo fosse solucionado. Acho que os professores fez isso mais por preocupação com a segurança dos alunos que ficavam pernoitando em frente à sede da Galileo dormindo no sereno, passando fome e correndo risco de sofrerem alguma violência na madrugada do Centro do Rio para protestarem, para lutar tanto pelos seus próprios interesses quanto pelos dos professores. Acho isso nobre da parte deles, mas não tenho certeza se esta é mesmo a coisa mais correta a ser feita, pois a Galileo vai voltar a ficar numa situação muito cômoda e vai continuar nessa enrolação eternamente... Eles que tinham que ter continuado firme e forte com a greve para encostar a Galileo contra parede, pois só assim que esse problema seria resolvido definitivamente. Só espero é que tudo seja resolvido da melhor forma possível para todos.
ResponderExcluirOs professores só resolveram dar fim a greve, devido a ameaça de demissão em massa, pois até o momento não foi pago o que foi realmente "negociado" com a instituição.Resumindo, foram coagidos a retornar as salas, e dia 28 as aulas serão retomadas, mas e o pgto tambem?não se sabe pq NADA FOI CONFIRMADO!!!! e os banheiros estarão em condições higiênicas de uso? os elevadores estarão funcionando normalmente? Pq a situação do campus Gonçalves Dias estava PRECÁRIA!!!! Enfim, o que nos resta é aguardar e VER para CRER !
ResponderExcluirCaro "Anônimo", não acredito que os professores resolveram findar a greve pela ameaça de demissão, porque:
ResponderExcluir1º Eles não estavam recebendo nada mesmo, portanto, não tinham nada a perder se fossem demitidos. Até seria mais fácil requerer os seus direitos na justiça depois de dispensados;
2º A maioria deles dão aulas em outras faculdades e/ou têm outras atividades paralelas para se manterem. Até porque o professor lá não ganham salário, mas sim a chamada hora/aula que não é o suficiente para sobreviverem.
Eles estão retomando as aulas mais por preocupação com os alunos que estão perdendo o semestre e estão se arriscando muito ao fazerem esses protestos no Centro do Rio até de madrugada, ficando expostos a todo tipo de perigo. Não estou sentindo muita firmeza nesse fim de greve não, já que o problema do pagamento não foi completamente solucionado. A Galileo vai continuar nessa enrolação para liberar tudo o que deve e volta e meia os professores deverão tornar a fazer novas paralisações ao longo deste semestre, como disse no meu comentário anterior.
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