De quantas “verdinhas” são necessárias para subornar a mãe-natureza?
COP-15 foi um fiasco e termina com a discussão de se criar um fundo de 30 bilhões de dólares
A Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP-15) que terminou nesta sexta-feira (18/dezembro/2009) e durou 12 dias, não teve os avanços necessários para conter o aquecimento global. Esperava-se num acordo, que os países desenvolvidos aceitassem reduzir em 40 por centos a emissão de gás carbônico até 2020, em relação ao produzido em 1990, mas o muito que se ouviu numa proposta foi o de apenas 20 por centos, o que é insuficiente para combater as inundações causadas pelas fortes chuvas e derretimento das geleiras em várias partes do mundo.
O que se conseguiu no evento foi a idéia de um fundo de combate ao aquecimento global, no valor de US$ 30 bilhões, pelos próximos três anos, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do Brasil (MMA). Numa proposta apresentada pela Austrália, México, Noruega e Reino Unido, cerca de 50 por centos deste valor deveriam destinar-se às nações mais pobres ou vulneráveis ao efeito estufa. Outro item da proposta é que além dos países mais ricos, os em desenvolvimento pudessem também ajudar financeiramente, utilizando como base de contribuição o Produto Interno Bruto (PIB), o crédito de carbono, as emissões de gases poluentes, como também a densidade populacional, por exemplo.
Já no último dia do encontro, o Presidente Luís Inácio Lula da Silva disse que o Brasil estaria disposto a ajudar com o fundo, o que foi uma surpresa até mesmo para membros do governo.
Possivelmente um dos grandes problemas desta Conferência é o local onde foi realizada: Como podem discutir aquecimento global num lugar cujas temperaturas estão abaixo de zero grau? Talvez, se um evento desta magnitude fosse realizado na Cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, em pleno verão de 40 graus, durante os meses de janeiro e fevereiro, o calor pudesse subir à cabeça de muitos líderes, e estes pudessem pensar de outro modo, ou até mesmo em São Paulo, que é vítima de enchentes, pois teriam de nadar para chegar ao aeroporto.
O que se está tentando com esse fundo não é reduzir o efeito estufa, mas criar um cofre a nível mundial para custear o socorro de países vítimas do caos ambiental, só que a mãe-natureza não aceita suborno, até porque não se pode oferecer o que se tira dela mesma.
A Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP-15) que terminou nesta sexta-feira (18/dezembro/2009) e durou 12 dias, não teve os avanços necessários para conter o aquecimento global. Esperava-se num acordo, que os países desenvolvidos aceitassem reduzir em 40 por centos a emissão de gás carbônico até 2020, em relação ao produzido em 1990, mas o muito que se ouviu numa proposta foi o de apenas 20 por centos, o que é insuficiente para combater as inundações causadas pelas fortes chuvas e derretimento das geleiras em várias partes do mundo.
O que se conseguiu no evento foi a idéia de um fundo de combate ao aquecimento global, no valor de US$ 30 bilhões, pelos próximos três anos, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do Brasil (MMA). Numa proposta apresentada pela Austrália, México, Noruega e Reino Unido, cerca de 50 por centos deste valor deveriam destinar-se às nações mais pobres ou vulneráveis ao efeito estufa. Outro item da proposta é que além dos países mais ricos, os em desenvolvimento pudessem também ajudar financeiramente, utilizando como base de contribuição o Produto Interno Bruto (PIB), o crédito de carbono, as emissões de gases poluentes, como também a densidade populacional, por exemplo.
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1 comentários:
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